Archivo de la categoría: Poemas em Português

Da luz e Sombra

Tão perto da luz
seu corpo se torna sombra diante de mim

Minhas mãos são,
então,
os olhos que uso para adivinhar as linhas de sua silhueta

Eu percebo a sua pele
trêmula
quente e macia
infinita

Eu fecho minhas mãos
e retenho a imagem do seu corpo dentro de mim…
para sempre

Para sempre

G.F.Molinero


Janelas

A luz do sol entra pela janela
Teu corpo dança na alvorada
Meus olhos sonhadores de tua fonte clara
sem você, entendem,
que eles não são nada

G.F.Molinero


Rosetta e os Cometas Impossíveis

rosetta 67pRosetta não precisava ir tão longe
para fazer uma imagem tão bonita do cometa
era tão fácil de fazer:
orbitar ao redor de você

Se eu também fosse a 16 quilômetros de você…
faria a coisa impossível para estirar meus braços
faria a coisa impossível para chegar até você
faria a coisa impossível para girar e girar e girar  ao redor
até pousar lentamente
minha pele na sua pele

Ah! Rosetta não precisava ir tão longe

Eu acho que eu tampouco
não deveria

G.F.Molinero


Pigeon B. e os Sonhos do Atlântico

“Meus desejos são estrelas pequeninhas
Rebrilhando de alegria por alguém que me quer bem”

Johnny Alf 

Os  desejos são estrelas pequeninhas
que sempre que eles caem do céu
fazem isto com alegria

À noite,
olhamos para cima com esperança
enquanto
os navios vão passando pelo porto
e os amores vão junto da mão quando caminham
as gaivotas gritam às meninas
e os gatos olham, olham,
a felicidade tem forma de espinha

Os  desejos são estrelas pequeninhas
que sempre que eles caem do céu
fazem isto com alegria

O rumor do mar canta o nome das estrelllas
que em suas águas  olham para si mesmas
a brisa adere  à melodia
teu nome está soando através da Palha
meu coração sorri, esquece da melancolia

Os  desejos são estrelas pequeninhas
que sempre que eles caem do céu
fazem isto com alegria

G.F.Molinero


As Belezas

O porto
o mar
a vida
ou as eternidades

O momento,
a dúvida
o silêncio
ou as visões infinitas
inalcançáveis

Os lábios
a boca
o sorriso
as belezas  intermináveis

as belezas  intermináveis

G.F.Molinero


Outro Modo Strand

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No outro dia comecei a me apagar, eu apenas. Comecei com os pés, eu fui até os joelhos, quando cheguei à virilha, percebi que havia coisas que não valeram a pena. Continuei apagando-me. Passei pelo umbigo, cheguei ao peito. Quando eu apaguei o coração eu percebi que, na verdade, sim, havia coisas de valor. Segui apagando-me. O braço esquerdo; pescoço; boca, nariz… Eu apaguei o braço direito até que fosse apenas a minha mão. Eu não a apaguei. Eu queria manter alguma coisa capaz de escrever o seu nome.

G.F.Molinero

(Trad. Anna Ehre)


Fado Dos Silêncios

A María; Inés; Paloma, Sofía y, transatlánticamente, Anna por alimentar mis sueños fadistas

.
palomafotFado dos silêncios
fado da noite em calma
da  noite ainda viva
que entre os gatos caminha as ruas silenciosas
e frias

Fado dos silêncios
fado da lágrima perdida
dos passos nunca dados
da vida não vivida

Fado dos silêncios
fado da alma minha
fado da alma minha

G.F.Molinero


Fado Galernario Sem Olhar Atrás

É necessário deixar para trás a dor
É necessário não se lembrar disso vivido
Não olhar como o navio leva longe do porto
Não olhar como a mãe diz adeus ao menino

Hoje
as gaivotas parecem que eles não querem voar
os horizontes parecem tão densos!
os olhos das mulheres dos pescadores…
continuam olhando para o mar

É necessário deixar para trás a dor
É necessário não se lembrar disso vivido

G.F.Molinero


Continuações

Eu continuo te amando
com a mesma intensidade com  que eu comecei a te amar
a princípio
no primeiro momento

Eu continuo te amando
e sucumbindo à ausência prolongada de teus hábitos
e deixando… os silêncios morrer

Os silêncios morrer

G.F.Molinero


Tsunami

Eu sou
incapaz de  imaginar os seus passos
sou incapaz de imaginar
o tremor do chão quando você anda com pressa
quando a onda com que você receba o seu amor com beijos
se torna tsunami
Eu não posso imaginar
seus sapatos lançados
seus pés descalços
a fúria dos abraços
a espuma do mar,
dos oceanos
a resistência inútil do farol na tempestade

Eu sou incapaz de  imaginar  a você
tornando-se tsnumai

tornando-se tsnumai

G.F.Molinero


O que

O que pensa você,
amor,
o que pensa você?

Enquanto você olha sem saber onde e mantém silêncio
e eu tento não cometer um único erro,
nem um único barulho,
nem um único movimento em falso que alerte  minha posição

Eu mantenho a distância

Eu quebro seus infinitos

O que pensa você,
amor,
o que pensa você?

Eu baixo os olhos

Me aposento à escuridão

Desapareço

 

G.F.Molinero


Pigeon B ou os Caminhos do Azar

Eu gosto de seus modos
as formas que você tem de atrair os silêncios
os caminhos que seu corpo viaja
na briga titânica para alcançar a meta.

Eu gosto de como você… faz tremer as pegadas
de como você dobra os troncos das árvores
de como absorve a luz
e fatiga as sombras das auroras

Eu gosto como você toca as leviandades
e provoca os suspiros

Passas ao meu lado.

Grilos são silenciosos.

Meu coração é parado

Meu coração é parado

G.F.Molinero


Poema para um Good Morning

O cabelo   sofia

A boca

Os labios

Tudo em você são bem vindas

Tudo em você é bom dia

Tudo em você são rituais para um amanhecer impossível

Tudo em você são dias eternos quando eu acordo do seu lado

Quando eu acordo do seu lado

G.F.Molinero


Lisboa

Lisboa
mar aberto ao horizonte
mar aberto ao coração
de quem te contempla e   sonha com viajar
de quem te contempla e sonha com escapar
de quem te contempla e só sonha com amar…
amar e ser amado
viajar e ser viajado
sonhar e ser sonhado
Lisboa…
Lisboa
e ser esquecido

lisboamar

Lisboa,
mar abierto al horizonte
mar abierto al corazón
de quién te contempla y sueña con viajar,
de quién te contempla y sueña con huir,
de quién te contempla y sólo sueña con amar…
amar y ser amado
viajar y ser viajado
soñar y ser soñado
Lisboa…
Lisboa
y ser olvidado

G.F.Molinero


Lisboa Quieta

lisboa
Lisboa quieta, Lisboa adormecida
Movo-me entre tua saudade e teus terraços vazios
entre tuas roupas  extendidas,
sempre úmidas, sempre frias.
Lisboa quieta, Lisboa adormecida
beleza que à noite somente, somente!
és minha.
Aqui te atravesso, quieta.
Aqui te atravesso, adormecida.
Oh Lisboa!
Oh minha Lisboa!

 

Lisboa quieta, Lisboa dormida
Me muevo
Entre tu saudade y tus terrazas vacías
Entre tu ropa tendida
siempre húmeda, siempre fría.
Lisboa quieta, Lisboa dormida
belleza que en la noche sólo
¡sólo!
eres mía.
Aquí te ando,
quieta.
Aquí te ando,
dormida.
¡Ay Lisboa!
¡Ay Lisboa mía!

G.F.Molinero


Triste Lisboa Triste

lisboa

Triste Lisboa triste eu estou sem você.
Meus olhos dizem adeus com lágrimas
e até meu coração
sonha com ou  quer
parar de bater.
Em minhas malas eu levo sua memória
entre minhas roupas o cheiro de sua saudade.
O que é o que você tem, Lisboa?
O que é o que você me roubou?
O que é o que você me fez? Diga-me,
que… triste, Lisboa, triste…
eu estou sem você.

G.F.Molinero

Triste Lisboa, triste…
fico sem ti
meus olhos se despedem com lágrimas
e até meu coração
sonha ou quer
deixa de bater.
Levo tuas memórias em minhas malas
e entre minhas roupas o cheiro de tua saudade.
O que tens, Lisboa?
O que me roubaste?
O que fizeste a mim? Dize
que… triste, Lisboa, triste…
fico sem ti.

Triste Lisboa triste quedo sin ti
mis ojos se despiden con lágrimas
y hasta mi corazón
sueña con o quiere
dejar de latir.
En mis maletas llevo tu recuerdo
entre mis ropas el olor de tu saudade.
¿Qué es lo que tienes, Lisboa?
¿Qué es lo que me has robado?
¿Qué es lo que me has hecho? Dime
que… triste, Lisboa, triste…
quedo sin ti.


O meu melhor poema do amor

Năo sei se há um melhor poema do amor
talvez não esteja escrito

Meu primeiro poema…
não era um poema sobre o amor
era um poema de fuga.

Hoje
talvez
eu continue fugindo.
A poesia, então,
torna-se um ato de sobrevivência

G.F.Molinero


Abraçando você

Abraçado a você…sstorrao
minha voz perdeu as palavras
Com o meu corpo …
eu falo em nome de todos os anjos
para dar testemunho
de meu amor incondicional por você

Abraçado a você…
eu caio abatido,
rendido,
derrotado
Eu deixo que seja teu corpo que tome a iniciativa
Eu deixo crescer  as palavras ,
que eu não tenho, em você

Abraçando você…
eu não tenho nada mais que dizer

Eu não tenho nada mais que dizer

G.F.Molinero


Lisboeta

Dois mares
Duas esperanças
o Tajo
o Atlântico

Um amor
e uma tristeza

G.F,Molinero


Amar Amar

Amar o teus “good mornings”
Amar tua beleza
Amar teus gestos
Amar todos os teus brancos e negros
Amar contigo os invernos
Amar contigo os invernos

G.F.Molinero